Quem somos.

JOÃO PEREIRA BASTOS

Diretor artístico

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LUÍS HENRIQUES CAVACO

Produtor executivo

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INSPIRAÇÃO,
ESTRATÉGIA E MISSÃO

Turismo Cultural para Portugal
e de Portugal para o Mundo

A inspiração desta proposta baseia-se na observação e análise de práticas semelhantes realizadas com sucesso em importantes destinos culturais da Europa, da América e do Oriente.

A seleção do público alvo centraliza-se na procura de pacotes de destinos turísticos, com objetivos não só direcionados ao lazer, mas alicerçados também em nichos de mercado de elevado nível, no que respeita à cultura musical e ao poder de compra. São bons exemplos Inglaterra e Estados Unidos no que respeita a ópera e ainda Itália, França, com destaque sobretudo para a ópera de que Milão, Roma, Verona e Caracalla são exemplos modelares.  Na vizinha Espanha, a ópera com grandes elencos nacionais e internacionais, eleva a oferta, não só em Barcelona e Madrid, mas também noutros centros culturais relevantes.

No Oriente, o Festival Internacional de Música de Macau, que João Pereira Bastos dirigiu durante os últimos oito anos de administração portuguesa, é exemplar como atração turística para quem visita o território chinês. Nas primeiras cinco edições o espaço dedicado ao FIMM era de uma semana. A partir de 1992 até 1999 dilatou-se a oferta para quinze dias e introduziu-se de forma sistemática a ópera na programação. Tal iniciativa foi determinante para o futuro salto de quinze dias para um mês de duração que se deu já em plena administração chinesa. Quem o testemunha é Ian Lap Man e outros colaboradores do Instituto Cultural no livro comemorativo do 30º aniversário do certame. Com o nascimento do Festival, criaram-se e restauraram-se casas de espetáculos, sendo de relevância superlativa, a construção de raiz de um Centro Cultural inaugurado em 1999, com perfil muito semelhante ao nosso Centro Cultural de Belém. É ainda um reflexo direto do Festival, a criação da Orquestra Sinfónica de Macau que transformou a vida musical do território.

A estratégia e a missão da PORTUGAL ÓPERA veiculam como vetor principal a utilização da “marca” Portugal, como alicerce de posicionamento e reflete uma afirmação global do nosso país para o mundo e, dessa forma, como suporte para a sua estrutura e para o seu funcionamento, de modo a potenciar o fortalecimento do talento artístico dos músicos, cantores, encenadores, cenógrafos e figurinistas a envolver no projeto; num todo criativo que englobará artistas portugueses e de outras nacionalidades, sempre tendo como referência a máxima qualidade das suas realizações.

APOIOS ESPECÍFICOS, FINANCIAMENTO E COMUNICAÇÃO

O financiamento do projeto, baseia-se no mecenato não dispersivo e na entrada de receitas a reverter, no seu excedente, para o reinvestimento, no nosso país, na atividade. Se o exemplo mecenático que urge legalizar de forma mais atrativa é alicerce indispensável há que saber sintonizar a sua divulgação em torno de competições como a Operália, de Plácido Domingo criada em 1993, com quem nos pretendemos associar, nomeadamente através da contratação dos vencedores premiados ciclicamente, com vista a integrarem os elencos dos espetáculos a organizar. Importante de considerar, será também o acesso a verbas atribuídas pelo Estado para este tipo de iniciativas.

UMA PROGRAMAÇÃO DE ÓPERA UNIVERSAL E DE QUALIDADE

A universalidade dos espetáculos a apresentar alarga-se a uma estrutura de quatro objetivos, estilisticamente e estruturalmente independentes:

· O palco da ópera barroca, sob orientação de especialistas, idealizará, para além do grande reportório mundial de época, o património musical barroco português em que a Inglaterra se especializou;

· O palco da ópera clássica e romântica, englobará naturalmente as grandes produções de óperas de repertório, bem como as congéneres com base nos grandes mitos portugueses, como A Africana, A Serrana, Dona Branca, A Vingança da Cigana, Dona Inês de Portugal e muito outros títulos semelhantes, baseados no nosso imaginário recente e passado. Serão sempre de considerar como cabeças de cartaz dos elencos, dois grandes protagonistas de renome mundial que servirão de motivação para a deslocação a Portugal dos melómanos de todo o mundo. De importância fundamental a introdução na organização de uma rede alargada de agências de viagens, com pacotes delineados com esse fim específico;

· O palco da ópera contemporânea vocacionado, quer para obra feita de compositores da segunda metade do séc. XX até à atualidade, quer para novas encomendas, nomeadamente e a título de exemplo, sobre a temática de OS LUSÍADAS ou de obras literárias recentes (Saramago e Agustina, entre outros) ou clássicas como o FREI LUIS DE SOUSA, sob coordenação e planificação de autores relevantes da nova geração;

· O palco do teatro musicado, dos musicais à opereta.

OS ESPAÇOS E O “TERRITÓRIO”

Os diversos palcos do projeto PORTUGAL ÓPERA, privilegiarão espaços com grande simbolismo para os valores da cultura e história portuguesas, como é exemplo a zona de Belém, incluindo o Centro Cultural de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, o Museu dos Coches, o Padrão dos Descobrimentos e as instalações do antigo Museu de Arte Popular. A atividade da PORTUGAL ÓPERA, não se fixará apenas em Lisboa procurando-se alargar a atividade a outros espaços e cidades que garantam a presença do público alvo em número representativo, que justifique a dilatação do projeto a outras zonas do país.

Do mesmo modo a utilização de cenários naturais para exibição de temáticas muito específicas é um dos objetivos a desenvolver em estreita colaboração com os espaços geridos pelo Estado.

A EQUIPA QUE “FAZ ACONTECER”

A componente criativa, da cenografia e figurinos às encenações e realização técnica englobará executantes em todos os setores de produção maioritariamente portugueses.

Para as produções em itinerância  recorrer-se-á a parcerias com as diversas orquestras, coros e academias de bailado que defenderão o reportório em regime de residência, com a assistência especializada de maestros de preparação para, com a devida antecedência serem criadas as condições necessárias e nos diversos locais a visitar, para as produções se apresentarem tal e qual como na sua origem.

A direção geral do projeto é de João Pereira Bastos, com produção executiva de Luis Henriques Cavaco. A formação das diversas equipas criativas, técnicas, administrativas e de fiscalização é dimensionada, produção a produção.

JOÃO PEREIRA BASTOS

Diretor Artístico

Ingressa em 1967 na Emissora Nacional. Em 1977 inicia a sua colaboração regular com o Jornal Diário de Notícias como crítico musical. Em 1981 ingressa no Teatro Nacional de São Carlos desempenhando sucessivamente as funções de Coordenador da Produção, Diretor da Técnica e da Produção e Diretor Artístico. Em 1988 integra a Direção da Fundação Musical dos Amigos das Crianças. Ainda na década de 80, é convidado a realizar para a Antena 2 programas de rádio sobre o Musical Americano, antes de dirigir o respetivo canal erudito da RDP.
Encena pela primeira vez Of thee i sing de Gershwin em 1998, no ano do seu centenário de nascimento. Apoia diversas atividades musicais no Centro Calouste Gulbenkian em Paris. Em 1992 é convidado por Lord Yehudi Menuhin para Diretor em Portugal da International Menuhin Association. Opta, no entanto, pelo cargo de Diretor Artístico do Festival Internacional de Música de Macau, cargo que acumula com as atividades em Portugal, durante 8 anos e até à realização do último Festival em 1999 sob administração portuguesa. Em 1996 regressa à RDP como Diretor da Antena 2. Na Expo 98 desenha o som para o Pavilhão da Ordem Soberana e Militar de Malta e idealiza o grande concerto de encerramento da Exposição. É o autor dos programas de inauguração, em 1999, do Centro Cultural de Macau de onde se destaca a primeira exibição na China de uma ópera de Wagner – O Navio Fantasma. Jorge Salavisa convida-o durante dois anos – 2003 e 2004 - para encenar 9 produções para a série Os Grandes Mestres do Musical Americano, no Teatro São Luiz, que também leva aos Açores. Integra assim os espetáculos de inauguração do novo Centro Cultural Micaelense com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, que nessa ocasião também acompanhou em concerto o tenor José Carreras. Ainda, na Antena 2, recupera e edita em CD, La Traviata - Lisboa 1958 com Maria Callas na protagonista, cujo som da bobine original se julgava perdido. Também com características idênticas produz em 2005 -Pedro de Freitas Branco e Victoria de Los Angeles/ São Luiz 1957- por ocasião da passagem dos 70 anos da RDP.  

Presidiu ao Júri dos Concursos Nacional de Canto Luísa Todi e Rotary International Opera Competition. Foi júri de diversos Festivais Internacionais de Cinema. Em 2005 presidiu ao Júri Internacional do 17º Grande Prémio Internacional da Rádio (Grand Prix Radio URTI) a que concorreram mais de 30 rádios de todo o mundo. Foi ainda convidado pela Universidade Autónoma de Lisboa para apresentar uma série de palestras dedicadas à História da Música. Com regularidade é convidado por diversos equipamentos culturais (CCB, Tribuna Internacional de Compositores e Centro Gulbenkian em Paris, EBU Geneve, RTE Madrid TNSC, RTP, etc.) para desenvolver conferências sobre cinema, musicais americanos, rádio clássica e ópera, entre outros. Em dezembro de 2010 representa a RDP na Metropolitan Opera de Nova Iorque para a estreia de Elisabete Matos em La Fanciulla del West de Puccini. A convite da Câmara Municipal de Setúbal é nomeado Diretor do renovado Fórum Municipal Luísa Todi cuja reabertura se deu a 15 de setembro de 2012, exercendo funções desde 9 de julho do mesmo ano. Para o cinema, em julho de 2015, realiza Carlos Guilherme 70 anos - 35 anos de carreira, a sua primeira curta-metragem. Desde janeiro de 2017 regressa à Antena 2 com Ecos da Ribalta deque é autor e realizador. 

É agraciado com a Cruz da Ordem Soberana e Militar de Malta (1998), com a Medalha de Mérito Cultural da República Portuguesa (1998), a Medalha de Ouro da Cidade de Setúbal (2015) e pela sua atividade na divulgação de atividades setubalenses como Embaixador de Setúbal (2017)

LUÍS HENRIQUES CAVACO

Produtor Executivo

Luís Henriques Cavaco tem larga experiência na produção, concetualização e direção de espetáculos, nomeadamente na área das artes performativas, sendo também solicitado com frequência como consultor criativo e de produção na área dos eventos e dos congressos, mantendo colaboração frequente em vários projetos, nomeadamente e mais recentemente através da empresa Tendências & Eventos, tendo exercido por largos anos o cargo de diretor criativo e de produção, na empresa de eventos, espetáculos e marketing promocional Publihappening, the art of.

Foi Diretor Executivo da ExpoEventos, a Feira dos Eventos e do Turismo de Negócios e do Seminário “Gest” de Gestão de Eventos e Marketing Desportivo, para além de Diretor Executivo e Anfitrião da Gala dos Eventos, cerimónia que atribui os Prémios dos Setores dos Eventos e do Turismo de Negócios.  

Tem larga experiência associativa e formativa, tendo estado na fundação da Apecate, a Associação Portuguesa das Empresas de Congressos, Animação turística e Eventos, tendo integrado também a direção da Comissão instaladora da AOPE, a Associação dos Organizadores Profissionais de Eventos. Foi membro do Júri dos Prémios Europeus dos Eventos, os Eubea Awards e foi palestrante em fóruns diversos relacionados com os eventos e com o empreendedorismo, com destaque para a presença em conferências da Aiesec, a Associação Internacional de Estudantes em Ciências Económicas e Empresariais.

Foi membro executivo da Associação de Estudantes da Faculdade de Psicologia de Coimbra, assim como da Associação de Estudantes da Escola Secundária Gil Vicente de Lisboa. 

Frequentou Psicologia nas Universidade de Coimbra e Lisboa, assim como os Cursos para Atores da Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa e do Teatro Experimental de Cascais. Tem o curso completo de Inglês do Wall Street, com atribuição de certificado Mastery Expert e é licenciado e mestre em Serviço Social, pelo ISCTE-IUL, Instituto Universitário de Lisboa, onde obteve o Diploma de Mérito Académico, atribuído pela obtenção da mais elevada classificação, no seu curso.

Exerceu o estágio da licenciatura no Conselho Português para os Refugiados, parceiro operacional para Portugal do Alto Comissariado para as Nações Unidas dos Refugiados e atualmente cursa o mestrado em Serviço Social, também no ISCE-IUL. Foi Delegado de turma de Mestrado, após ter exercido o cargo de Delegado da Licenciatura, tendo sido também membro da Comissão Pedagógica do ISCTE-ESPP. Enquanto estudante do ISCTE-IUL da ESPP, foi selecionado para representar os alunos na Avaliação Institucional da A3ES (primeira faculdade de Portugal a ser avaliada).

Participou e participa em diversos seminários e conferências académicas, no ISCTE, nomeadamente como organizador e moderador da “Sessão de Esclarecimento e Sensibilização – Refugiados e Integração”, como palestrante no Dia Mundial do Serviço Social e como responsável pela apresentação do Curso de Serviço Social na Semana da Inovação Pedagógica. Fez parte integrante da Comissão Organizadora das Comemorações do 10º Aniversário de formação em Serviço Social no ISCTE.